Brexit ou novo referendo? A hora da resposta para os britânicos

Redação Brasil
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Simpatizantes trabalhistas comparece a um comício do partido em 9 de dezembro de 2019 em Bristol, sudoeste da Inglaterra© Isabel Infantes Simpatizantes trabalhistas comparece a um comício do partido em 9 de dezembro de 2019 em Bristol, sudoeste da Inglaterra

Brexit ou um novo referendo? Os britânicos voltam a decidir nas eleições gerais antecipadas desta quinta-feira o futuro de sua relação com a União Europeia.

Estes são os diferentes cenários:

– Boris Johnson vence –

O primeiro-ministro conservador, Boris Johnson, convocou estas eleições após ter perdido a maioria no Parlamento, e depois de desavenças com o aliado norte-irlandês do DUP e dentro do seu Partido Conservador sobre o caminho a adotar para o Brexit, pelo qual votaram 52% dos britânicos em junho de 2016.

As pesquisas atribuem a ele o número suficiente de deputados para poder aprovar no Parlamento o acordo de divórcio que negociou com Bruxelas e para aplicar o Brexit na data prevista, 31 de janeiro.

Mas a saga não acaba aqui: nada vai mudar por enquanto, devido ao período de transição previsto no acordo para atenuar o impacto da saída da UE.

E Londres terá até 31 de dezembro de 2020 para negociar a futura relação com o bloco.

Este prazo parece impossível de cumprir, pois este tipo de negociação costuma se estender por anos e os especialistas apostam já em um prolongamento deste tipo de transição.

– Governo minoritário –

Nenhuma pesquisa prevê uma vitória esmagadora para o principal partido da oposição, os trabalhistas do Labour. Mas estes poderiam, ao contrário, conseguir muitos votos para impedir uma maioria conservadora.

O líder do partido, Jeremy Corbyn, da ala mais à esquerda do partido, competiria com Boris Johnson para formar um novo governo, que precisaria do apoio de um dos partidos menores.

A antecessora de Johnson, Theresa May, teve que se aliar ao DUP em 2017 para assegurar uma maioria. Mas desta vez, o DUP se opõe ao Brexit alcançado por Boris Johnson, que concede um status diferente à Irlanda do Norte ao do restante do país.

O Labour informou que tentaria governar sozinho, mas os separatistas escoceses do Partido Nacional Escocês (SNP) afirmaram que estão dispostos a apoiar um governo Corbyn com a condição de que autorize um novo referendo sobre a independência da Escócia, depois da derrota do SNP na consulta de 2014.

– Segundo referendo –

O Labour prometeu voltar a negociar o acordo de saída de Boris Johnson e submeter o resultado a um referendo nos seis meses seguintes a sua chegada ao poder.

Corbyn assegurou que se manteria neutro, mas outros membros da direção do partido disseram que fariam campanha para permanecer dentro da UE.

O SNP, a pequena formação Liberal Democratas e os nacionalistas galeses do Plaid Cymru se opõem ao Brexit.

As pesquisas mostram que os britânicos seguem igualmente divididos sobre o tema, embora se observe uma inclinação a favor da permanência.

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